quinta-feira, janeiro 04, 2007

programa TRUE > viagem de ida

Salve a todos

o frio na barriga e' obvio: alem da certeza de passar 3 meses longe de minha familia e amigos, estava prestes a enfrentar o medo de voar e de toda esta vida nova. nao poderia estar mais apreensivo.

no embarque lotado do aeroporto, tive o inenarravel prazer de ter grande parte de minha familia reunida. com maior atencao para o fato de meu avo e minha avo' terem ido pessoalmente se despedirem de mim. ^^

acho que toda a despedida nao foi tao calorosa quanto eu esperava. por causa de tudo que se passava em minha cabeca e em grande parte segurando o choro para nao passar a vergonha de chorar. foi por pouco mesmo. ao que so' ficou meu pai, minha mae e meu irmao, foi um momento especial para mim - assim como todos momentos que passo com meus pais juntos. sao sempre especiais. dei um abraco nos 3. sinjelo mas foi.

dali pra dentro comecou a aventura. com todo aquele ar de "nao estou acreditando que isto esta' finalmente acontecendo". eu cheguei a entrar em contato com um pessoal conhecido nas entrevistas e na World Study, mas com meu amigo Theo fora do gramado, eu estava praticamente viajando sozinho. ateh comecar a conhecer melhor o pessoal no proprio aviao.

quem segurou minha onda quando os motores se esquentaram foi a Debora Sol, que tive a sorte de sentar ao meu lado. eu estava na janela, conversando e contando as melhores piadinhas de minha vida para disfarcar todo meu desespero. avisei a ela. o papo fluiu tao bem que ateh posso dizer que a decolagem foi indolor. tipo papo de dentista.

uma das coisas mais legais da viagem foi ter notado quando passamos pela America Central, vendo 'a noite diversas ilhas iluminadas num explendido desenho. acho que esta paisagem isoladamente ja' valeria a viagem. a foto dela, por outro lado, ficou uma merda.

ta' que as tremedeiras sao desconfortantes, mas pra quem acha que todo aviao que decola cai, elas nem eram tao piores do que a comida.

na saida em Miami, no juntamos a outros parceiros de viagem, que estavam perdidos pelos outros assentos e que vieram, e ainda o vem, a se tornar grandes parceiros: Rodrigo 'Sao Fidelis', Tiago, Luane e Karen. todos ja estavam no planejamento de dividirmos uma casa, apesar de nem todos se conhecerem. ainda em chao conhecemos outros tantos com quem dividiriamos Atlantic City, como Daniel e Leandro, por exemplo.

tivemos a sorte de fazer ponte por Nova York e o voo para la foi ainda mais tranquilo, ja que nao estava mais com medo. vendo toda aquela gente que viaja constantemente me faz pensar em todos que vivem disto, viajando ha 10, 20 anos. me tranquiliza, amenizando a imagem dos avioes destrocados que normalmente vemos na tv e nos jornais.

chegando a Nova York tivemos de encarar nossa primeira decisao como um grupo: viriamos para a Atlantic City por onibus ou van??!! impressionantemente, demoramos ao menos uma meia hora para nos decidirmos, e o vencedor foi o busao. entao saimos, entrando em primeiro contato com o clima dos estados unidos: frio, mas absolutamente mais quente do que o frio que meu pai me colocou na cabeca em todas as preocupacoes comentadas. sei que se importa, pai. ^^
do aeroporto fomos 'a rodoviaria Greyhound, e de la finalmente conseguimos pegar um onibus para Atlantic City, apos toda a confusao da unica vendedora de bilhetes ter se emburrado com uma compradora a nossa frente e ter largado a cabine sem explicacoes!

uma das coisas que mais impressionaram na paisagem, por incrivel que possa lhe parecer, foram as arvores secas, sem uma folha sequer. incrivel, batendo ateh um pingo de pena. o ceu tambem nao poderia ser mais sem graca. assistindo desatendo, nos parecia uma paisagem sem cores. mas sem tristezas: estavamos em Nova York! ^^

passar de onibus pelas ruas movimentadas foi obviamente muito mais surpreendente. toda aquelas pessoas bem vestidas cruzando os sinais enquanto vestem rostos de gente importante. os predios sao gigantescos e a cada esquina tinha algo que nos impressionava. tudo se parece com o que vemos nos filmes - obviamente - mas e' interessante demais ver ao vivo.

duas horas depois estavamos chegando a estacao de onibus do Bally's de Atlantic City, casino o qual fui contratado. la eles nos retornam $22 dos $31 que gastamos na viagem soh por termos vindo ao casino. eh uma especie de "venha jogar conosco" que nos valeu a pena^^

entao pegamos um taxi para o Comfort Inn. chegando la conhecemos o Alexandre, nosso 'ReSponsor', e seu amigo polaca Sebastian. ambos trabalham para o ICEO e vieram nos encontrar, milagrosamente, para ajudar na hospedagem: eles haviam descolado um lugar para todos ficarem: um tal de Motel Burgundy. seguimos para la', mas este ja eh todo um novo capitulo...

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2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

viadinho

2:11 PM  
Anonymous Anônimo said...

como assim MOTEL, meu?!

5:47 PM  

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